Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 15/10/2022

Milton Santos, em seu texto “Cidadanias Mutiladas” defende que a democracia atinge a plenitude da sua eficácia quando os direitos do corpo social, em sua totalidade são plenamente desfrutados. Não obstande, diante da conjuntura brasileira, não conseguimos ver o respeito ao grupo de pessoas menos favorecidas, deturpando tal prerrogativa. A fim de mitigar as raízes dessa problemática, é necessário denunciar os potencializadores desse impasse: a discriminação sofrida por negros e o preconceito sofrido por mulheres que lutam pelos seus direitos.

Sob esse aspecto, é oportuno falar que o preconceito sofrido por pessoas pretas como uma forma de intolerância a cor negra, configura-se como racismo. Acerca disso, o escritor Oscar Wilde já dizia “A insatisfação é o primeiro passo para o progesso de um homem ou de uma nação” Quanto a isso, é possível perceber que esse pensamento se faz presente nos dias hodiernos, a população negra sofre desde a época da escravidão, com a desigualdade social e pelo fato de racistas os tratarem diferentes dos demais, usando até mesmo a violência. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Ademais, a carência de discussões acerca da inferiorização das mulheres, notamos que a minoria nem sempre é aquela em menor quantidade, mas sim, aqueles que estão em desvantagem social. Nesse sentido, a teoria do sociólogo Karl Marx: “Silenciamento dos discursos” podemos relacionar a consequência de muitas mulheres sofrerem abuso caladas, por não terem direito a voz e serem consideradas “sexo frágil”, tendo direito apenas ao papel doméstico na sociedade contemporânea. Devido à falta de visibilidade, a problemática se mantém.

Portanto, uma intervenção é essencial, pois, não devemos aceitar discursos de ódio. Diante disso, o Estado deve combater ao racismo, por meio da elaboraração de leis que promovam a saúde física e mental da população negra, assegurando que serão tratadas com respeito e tendo direitos iguais. Adiante, o Ministério da Educação deve por meio de campanhas de igualdade de gênero nas escolas, ensinando aos pequenos a importância da mulher na sociedade para que a inclusão venha desde criança. Sendo assim, as minorias ganharão espaço no Brasil.