Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 21/10/2022

De acordo com o artigo 5º da Constituição federal de 1988, todos são iguais perante a lei, isto é, independentemente de cor, religião, renda ou idade, os direitos devem ser os mesmos. Nesse contexto, a marginalização e exclusão social são processos que desrespeitam as normas brasileiras, impossibilitando o seu pleno cumprimento. Dessa maneira, é fundamental o combate à intolerância e ao ódio às minorias, devido aos impactos do abandono de idosos e as implicações ocasionadas pela pobreza.

Sob essa perspectiva, é válido apontar o isolamento social enfrentado pelos mais velhos com o esquecimento social. No filme “Up! Altas aventuras”, distribuído pela Disney, é possível observar o descaso com Seu Frederiksen, um idoso que não tem suas vontades respeitadas por não querer mudar de casa. Sob essa ótica, apesar de se tratar de ficção, esse cenário se mostra bastante presente na realidade brasileira, uma vez que, os idosos tem suas vontades negligenciadas pela comunidade, sendo colocados à margem desta. Desse modo, a intolerância e a falta de paciência com a parcela da população de faixa etária mais avançada, impactam negativamente na sociedade, pois disseminam o ódio na população.

Em segundo plano, vale ressaltar também que a pobreza ainda é um problema histórico brasileiro, sendo considerada um segmento estruturalmente marginalizado. Semelhantemente à música “Fermento pra massa”, do cantor Criolo, que representa o sentimento de descaso com a classe desprivilegiada, é notório o árduo estilo de vida dos que carecem de renda. Nessa perspectiva, torna–se evidente a exclusão que esses cidadãos vivenciam, sendo deixados à margem da sociedade. Logo, percebe-se a necessidade da diminuição da intolerância e das práticas odiosas aos desafortunados, pela falta de preocupação da comunidade com essa minoria, a qual é rejeitada socialmente.

Portanto, para a mitigação do ódio e da intolerância, intervenções governamentais são urgentes. Dessa forma, o Estado - responsável pela criação de leis - deve promover a efetivação de políticas públicas, por intermédio de ações afirmativas, a fim de que haja auxílio às minorias segregadas. Assim, almeja-se uma sociedade democrática, em que se pratique as normas da Constituição.