Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 29/04/2023

Os discursos de ódio possuem a capacidade de se disseminarem e se perpetuarem pela história humana, prova disso é a intolerância contra as mulheres, misoginia, e contra os negros, racismo. Ambos, por sua vez, são frutos da história do homem branco e patriarcal em que o negro é reduzido ao nível subumano e as mulheres são continuamente objetificadas. Assim, tanto o racismo quanto o machismo fazem parte do processo histórico preconceituoso.

A princípio, Emmanuel Kant, filósofo alemão, afirma que o ser humano nasce com a habilidade inata de diferenciar o certo do errado. Dito isso, os 300 anos de escravidão foi um modo de produção cruel que se perpetua como racismo estruturalizado e prova como os humanos são atrozes. Ou seja, se antes eram utilizados objetos palpáveis, como o açoite, para limitar fisicamente os negros, hoje utilizam o Estado para eternizar a violência contra essa minoria, por meio da negligência aos direitos mais básicos garantidos na Carta Magna. Desse modo, para Kant, a humanidade é tão hedionda que tenta imortalizar a discriminação pela cor.

Somado a isso, tem-se uma sociedade pautada no patriarcalismo violento que objetifica a mulher por meio da, muitas vezes, cultura de massa. Esta, por conseguinte, estabeleceu um padrão de beleza baseado na mulher loira, branca e magra com o exemplo da atriz e cantora Marilyn Moroe. Dessa maneira, figuras femininas como a atriz norte-americana são institucionalizadas e nada além disso é aceito como válido. Então, distinto dos modelos criados pelo patriarcado, com a ajuda da intoxicante indústria cultural da época, a estigmatização e do ódio coletivo contra as mulheres surge para tentar reduzir a mulher somente ao papel de objeto de uso dos homens brancos e de porder.

Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação crie desciplinas obrigatórias nas universidades que expliquem a origem e métodos ativos de combate ao racismo, tanto em ambientes acadêmicos quanto no mercado de trabalho. Além disso, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania deve promover congressos que abordem as injustiças causadas pela misoginia e deve conter na pauta exemplos de cientistas mulheres que influenciam as diversas áreas do conhecimento. Assim, é possível mitigar a violência contra essas minorias.