Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 09/07/2023
Segundo o artigo quinto da Constituição Federal de 1988, todos os homens são iguais perante a lei. No entanto, a intolerância e o discurso de ódio contra minorias não torna vigente a igualdade entre os brasileiros.lsso mostra a necessidade de políticas nas escolas e na sociedade que combata esse problema.
Diante desse cenário, cabe pontuar que o frágil conhecimento sobre a pluralidade sociocultural sintetiza um obstáculo a ser sanado. Segundo a escritora Elen Keller o resultado mais sublime da educação é a tolerância, mesmo assim, há um desafio em incorporar no ensino assuntos como a aceitação do outro, da tolerância e o respeito às diferenças. Assim, percebe se que esse grave problema social é resultado do falho sistema educacional do Brasil.
Ademais, o etnocentrismo presente na sociedade vigora desde a chegada dos portugueses ao Brasil, em que se julgaram superiores ao índio e dizimaram as tribos e seus costumes. Isso “enraizou” na sociedade brasileira e a intolerância e o discurso de ódio contra minorias persiste até hoje. Valorizar e respeitar o outro é imprescindível para a motivação pessoal, para o exercício do trabalho e para o crescimento do Brasil, pois é a soma de todos que promove a ascensão do país.
Portanto, para que prescrições como a da Constituição Federal ocorra é necessário ações efetivas. Logo, o Ministério da Educação por meio das Diretrizes Curriculares deve adicionar uma disciplina nos colégios que “desmonte” a intolerância e o discurso de ódio contra minorias “enraizados” na história do Brasil. Além disso, deve realizar nas escolas e nas comunidades palestras e workshops com sociólogos, historiadores, psicólogos e outros profissionais da área a fim de que a sociedade saia das sombras da ignorância conforme retrata a alegoria da caverna de Platão.