Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 24/10/2023

Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade em que todos possuem seus direitos assegurados de forma efetiva, além de relatar um cenário livre de problemas políticos e sociais. No entanto, a realidade é contrária ao que o autor prega, já que a intolerância e o discurso de ódio contra minorias é uma celeuma persistente. Isso ocorre ora pelo descaso governamental, ora pelo silenciamento social.

Sob esse viés, é notório que a omissão governamental é um grave empecilho. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Entretanto, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto a eficácia das leis contra os discursos de ódio que afetam diversas pessoas em desvantagem social, como negros e homosexuais que são agredidos com frequência por policiais, pessoas pelas quais é esperado proteção, uma vez que o governo está cumprindo seu papel como agente fornecedor de direitos mínimos, gerando uma falsa sensação de cidadania.

Além disso, a falta de discussão é um grande impasse. De acordo com Djamila Ribeiro, é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Contudo, há um silenciamento instaurado na questão da influência do ódio passado para crianças inocentes pelos seus próprios pais, em que a intolerância é tratada como normal em suas casas, uma vez que pouco se fala sobre isso nas mídias de grande acesso, tratando essa pauta como algo supérfluo. Logo, urge tirar essa situação da invisibilidade, para aturar sobre ela, como defende a filósofa.

Portanto, é imprescindível agir sobre esse contexto caótico. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda específica caçando policiais e politicos que não só cometem intolerância, como as acobertam , por meio da organização de projetos e fundos, a fim de reverter o descaso governamental. Paralelamente, é preciso intervir no silenciamento presente no problema, no qual palestras em escolas sejam necessárias para ajudar na formação de pessoas mais empáticas. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de More na sociedade.