Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 23/05/2025
No período entre guerras, o ditador nazista Adolf Hitler utilizou seu discurso discriminatório para eleger o povo judeu como responsável pelas mazelas ocorridas na Alemanha, o que resultou no extermínio de seis milhões de pessoas. Na contemporaneidade, líderes demagogos ainda continuam a utilizar falas intolerantes contra minorias, de forma a apontar um inimigo externo e desviar o olhar da população dos reais problemas daquele povo. Nesse âmbito, os discursos preconceituosos de autoridades públicas e a falta de regulamentação das redes sociais são fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise, verifica-se que discursos preconceituosos de autoridades públicas ou pessoas influentes reforçam estigmas e incitam seguidores a replicá-lo. Nesse contexto, de acordo com a filósofa Hannah Harendt, a “banalidade do mal” ocorre quando pessoas deixam de refletir sobre seus atos e apenas reproduzem comportamentos sociais sem senso crítico. Sendo assim, é evidente que políticos extremistas utilizam o discurso de ódio para inflamar seus seguidores, aumentando, assim, o seu capital político.
Ademais, devido a falta de regulamentação das plataformas digitais, essas empresas utilizam o ódio para engajar seus usuários, sendo que essa estratégia pode provocar cada vez mais distanciamento dos grupos sociais. Sob esse viés, de acordo com o livro “O engenheiro do caos”, escrito por Giuliano da Empoli, as redes sociais se alimentam, sobretudo, das emoções negativas, pois são essas que garantem a maior participação. Dessa forma, fica claro que as redes sociais sem regulação são grandes “hospedeiros” do discurso de ódio propagado na internet e, consequentemente, desse ser responsabilizado por esse tipo de crime.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação, responsável por executar políticas públicas na educação, estimular o estudo de matérias que reforcem o senso crítico dos estudantes. Tal ação deverá ser implementada por meio parcerias com faculdades de filosofia, tendo como finalidade a diminuição do discurso de ódio na sociedade. Paralelamente, o Poder Legislativo deverá propor uma legislação clara que responsabilize as redes sociais pelos conteúdos criminosos disseminados em suas páginas. Afinal, só assim, o nazismo ficará somente nos livros de história.