Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 24/04/2018

Empregada em 1946 pela ONU, a Declaração dos Direitos Humanos objetiva garantir os preceitos básicos do respeito e dignidade da população. Entretanto, os atuais discursos de ódio propagados na internet refletem a intolerância e falha desses princípios no Brasil. Isso se evidencia, principalmente, em discussões de cunho político e ideológico.

Em primeiro lugar, o advento das tecnologias de informação abarcou uma imediatez no convívio social. Dessa maneira, a reflexão não é fomentada, suscitando usuários que impõe suas convicções usualmente providas de ódio e preconceitos.

Secundariamente, há a desconfiguração do público e do privado. Ou seja, confunde-se liberdade de expressão com posição social. Como consequência disso, discursos intolerantes tornam-se cada vez mais recorrentes na rede de computadores.

Sob a mesma ótica, há também a falsa sensação de anonimato na web. Ao prover-se de um avatar, o indivíduo crê erroneamente que sua postura online está imune à consequências judiciais e legais. Frente isso, é instigado a proferir palavras descabidas e que ferem, muitas vezes, os direitos humanos.

Posto isso, cabe entrar em pauta, por meio do Ministério da Educação, o ensino de comportamentos online e educação nas redes. Juntamente, por meio de palestras, cabe ao Governo Federal incrementar propagandas gratuitas na TV sobre responsabilidade online e empatia social. Além disso, mecanismos de denúncia em sites são benquistos. Talvez, dessa maneira, perfaça-se uma sociedade obsequiosa e plural em suas percepções.