Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 22/07/2018

O advento da Terceira Revolução Industrial possibilitou à toda sociedade a aquisição de tecnologias, popularizando o acesso à internet. Em conjunto, com essas mudanças, surgiram as redes sociais, que simplificaram o cotidiano das pessoas e ampliou o acesso à informações e à comunicação. Entretanto, passaram a manifestar nesses meios a intolerância e o discurso de ódio, práticas presentes na vida real. Assim, mesmo o Brasil estando na vanguarda jurídica contra os crimes cibernéticos, pesquisas apontam o aumento da violência  nessa área.

Em primeira instância, é válido ressaltar que as redes sociais promovem uma falsa sensação de anonimato. Dessa maneira, causa um empoderamento e surge uma coragem para manifestar ódio e discriminar uma parcela da sociedade, designadas como a “minoria”, a exemplo os homossexuais, negros, mulheres, deficientes, entre outros. De acordo com a pesquisa da ONG Safernet Brasil, cerca de 84% das menções sobre temas como racismo, homofobia e política são de carácter negativo, o que mostra a gravidade do problema.

Sob outro âmbito, segundo a teoria da tábula rasa, do filósofo inglês John Locke, a mente humana é como uma página em branco, que vai sendo preenchida através das experiências e conhecimentos adquiridos. Neste sentido, os preconceitos existentes são frutos da sociedade e que por isso podem ser evitadas, a partir da mudança comportamental, a ser promovida por meio da educação. Além disso, para minimizar a situação atual, é importante aprimorar aplicativos e leis já existentes - como a Lei Carolina Dieckmann - no intuito de amenizar os casos que desrespeitem os direitos humanos.

Destarte, a intolerância e o discurso do ódio são problemas presentes na sociedade atual e que necessita de medidas consistentes para serem amenizadas. Para isso, é importante que o Ministério dos Direitos Humanos, organizem um departamento, com funcionários preparados, para tratar dos crimes específicos nas redes sociais, com o objetivo de levarem a investigação até o final e punir os responsáveis por tais atos de violência. Ademais, com uma visão a longo prazo, é interessante que o Ministério da Educação implemente nas escolas, debates e palestras, acerca das diferenças sociais e a importância da aceitação dessas particularidades para conviverem em harmonia.