Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 25/07/2018
O final do século XX foi marcado pela Guerra Fria, momento em que com objetivos militares foi criada a internet. Na contemporaneidade, popularizaram-se as redes sócias cuja finalidade é aproximar o relacionamento entre as pessoas. Contudo, principalmente no Brasil, o que predomina nesses meios é a intolerância e o discurso de ódio, práticas presentes no cotidiano. Nesse âmbito, analisa-se que a problemática e sustentada, sobretudo, pela insuficiência de políticas públicas e pela falha moral do cidadão.
É evidente que a lei não acompanha e nem puni de maneira efetiva os acontecimentos e crimes referentes a essa problemática. Conforme previsto pela Constituição brasileira, o uso da internet tem como fundamento à liberdade de expressão desde que respeite os Direitos Humanos. No entanto, o que se observa é a discriminação de pessoas, o cyberbulling -bullying virtual-, e até a externação de ameaças. Logo, nota-se que a qualidade de vida das pessoas é abalada pela má aplicação constitucional.
Além da questão política, pode-se analisar a problemática por um viés moral. De acordo com o filósofo John Locke, as pessoas que vivem em sociedade, são de certa forma obrigados a se moldar em seus contornos. Nessa perspectiva, a comunidade contemporânea deve abandonar preconceitos e repassar esses valores, dando jus ao desenvolvimento social e evitando pensamentos retrógrados nas redes sociais. Assim, medidas fazem-se necessárias para mitigar tal panorama.
Portanto, o Governo deve, aumentar os investimentos aos casos de denúncias de crimes virtuais, permitindo, então, que os transgressores da lei sejam realmente punidos. Como também, o Poder Legislativo, deve dar incentivos para que engenheiros da computação desenvolvam um aplicativo de denúncia, promovendo maior monitoramento dos criminosos, com o fito de intimidar e de detectar mais rapidamente casos de violência virtual. Some-se a isso, o Ministério da Educação, parceria com a Mídia, deve por meio de palestra e por intermédio de publicidades em revistas, jornais ou televisão, conscientizar a sociedade da importância de respeitar as pessoas e suas diferenças. Tais medidas poderiam tornar o século XXI um período de mudanças que estaria marcado na história para as futuras gerações.