Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 21/08/2018
Tinha uma pedra no meio do caminho
Consoante ao poeta Cazuza, “Eu vejo o futuro repetir o passado”, o discurso de ódio e a intolerância em rede não é um problema atual. Desde a chegada das redes sociais no fim da década de 1990, essa vicissitude é uma realidade. De mesmo modo, no terceiro milênio, as dificuldade persistem, seja pela fraca educação pública ou pela concepção de injustiça em rede.
Convém ressaltar, a princípio, que a inverídica sensação da falta de leis na terra da internet é um fator determinante para a existência do problema. O artigo 1º da Constituição Federal tem como fundamento a dignidade da pessoa humana. Entretanto, quando observa-se o atual cenário da sociedade, vê-se um corpo social oprimido no que tange a páginas ou comentários de conteúdos discriminatórios. Prova disso são as inúmeras denuncias relatando o impasse, que, de acordo com os dados da Sufernet de 2014, aumentou mais de 200% em relação aos últimos anos.
Outrossim, cabe salientar que a ineficácia na educação pública é enorme, e, também, legitima ainda mais essa mazela. Como já disse o filósofo e linguista Umberto Eco, para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável. Logo, compreende-se um estado com problemas em sua função primordial: servir e proteger.
Parafraseando Drummond, para que se retire as pedras do meio do caminho, destarte, são necessárias ações. Dessa forma, cabe ao Estado, na figura do Ministério da Educação, realizar palestras em conjunto com as escolas públicas, com o objetivo de promover a proteção à dignidade humana a partir do conhecimento dos direitos constitucionais presentes na Carta Magna. Ademais, o Ministério Extraordinário da Segurança Pública deve realizar novos concursos públicos anualmente para as áreas policiais, com o objetivo de aumentar e melhorar a segurança em rede, tirando assim a sensação de impunidade desta. Ação iniciada no presente, é capaz de mudar o futuro de toda sociedade brasileira.