Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 23/08/2018

Atualmente, diante ao crescente uso das redes sociais, tornou-se evidente a presença de atos repressivos na internet, principalmente direcionados às minorias. Tais posturas configuram-se como uma violência e representam uma afronta aos direitos humanos, o que é um problema. Além disso, essa conjuntura confirma a assertiva, feita por Albert Einstein, de que “tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou nossa humanidade”.

Nesse viés, ressalta-se sobre o preconceito racial sofrido pela jornalista da globo, Maju Coutinho, nas mídias sociais em 2017. De acordo com Pierre Bourdieu, sociólogo francês, essas atitudes racistas, na internet, caracterizam-se como uma violência simbólica. Tal conceito está associado à uma imposição ideológica por meio do discurso que, aliás, reforça relações de poder.

Diante disso, confirma-se a tese de Zygmunt Bauman, pois ele assegura que a internet foi, e ainda é, responsável por alterar as relações sociais no século XXI. Inclusive, o discurso de ódio propagado nas redes é comumente aliado ao anonimato, isto é, por meio de perfis fakes. Isso facilita a imposição das crenças de um grupo sobre o outro, pois torna mais difícil encontrar a verdadeira identidade do agressor. Todas essas ações, carregadas de discriminação, são uma afronta à dignidade do indivíduo, o que é contra os direitos humanos.

Desse modo, é primordial que o Ministério da Justiça atue em prol da diminuição de casos como da Maju. Para tanto, é essencial que ocorra o enrijecimento das leis relacionadas à violência cibernética. Ademais, concomitante a isso, é vital que a Polícia Federal desenvolva operações que tencionem rastrear as pessoas que estão cometendo esses atos preconceituosos. Consequentemente, os respectivos indivíduos deverão ser responsabilizados por suas ações e, posteriormente, haverá redução do índice de violência simbólica na internet.