Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 24/08/2018
Com menos de duas décadas de existência, a rede mundial de computadores já se entranhou profundamente no tecido da sociedade contemporânea, e com isso revolucionando as relações sociais por meio das redes sociais – twitter, facebook, instagram, etc. Contudo, as mesmas tem sido meio disseminador e amplificador de intolerância (em âmbito geral) e de discursos de ódio, cabendo-nos combater e atentarmos de que tais discursos transcendem as fronteiras “nacionais”, resultando em perversas ações que transcendem o ambiente virtual, urgindo serem combatidas.
Apenas um dia de convivência com a comunidade internética, fora o suficiente para escancarar o discurso de intolerância presente na internet. A rede social twitter criou em 2016 a inteligência artificial (IA), Tay, a ideia era que ela aprendesse e evoluísse a cada interação com os usuários, porém, em menos de 24 horas de “aprendizado” ela já começou a postar mensagens racistas, de intolerância, discursos que apoiavam Adolf Hitler, etc. revelando assim, a tenebrosa onda de intolerância (étnica, racial, de gênero, etc.) e preconceito presentes na rede social, a qual urge se enfrentada e emfrentada. Além disso, o facebook também tem propiciado a disseminação de discurso de ódio. Países asiáticos como Síria, Líbia, Jordânia, entre outros, assim como latinos a exemplo da Venezuela, tem vivenciado gravíssimas crises internas obrigando a população absolutamente desesperada e desamparada a buscarem refugio em outros países. Nisso, a incitação ao discurso de ódio e xenofobia contra essas comunidades tem sido assustadoramente grande nas rede sociais, levando a atentados, manifestações e agressões contra eles – como ocorrido no Brasil em agosto de 2018, quando incitações contra venezuelanos pelo facebook, culminaram em ataques e apedrejamento contra famílias que tentavam atravessar a fronteira a pé.
Torna-se evidente, portanto, diante dessa assustadora onda de intolerância e discurso de ódio presente nas redes sociais, que a ONU e governos internacionais atuem junto as empresas (redes sociais) criando políticas de combate, como algoritmos que identifiquem perfis falsos, pessoas e publicações propagadores de ideologias contra o direito humano, punindo-os, assim como aos que curtem e compartilham tais discursos/publicação. No Brasil ONGs em parceria com a mídia e o governo, fomentarem o enriquecimento do debate publico e apoio as diversidades, por meio de campanhas de conscientização na TV, rádio e ambiente educacional – para que possam construir uma sociedade onde a internet e as redes sociais sejam um ambiente de trocas e enriquecimento humano/cultural, criando assim uma sociedade que respeite os direitos e diferenças.