Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 30/08/2018

As raízes históricas do preconceito e da intolerância perduram até os dias atuais. Com o rápido desenvolvimento da internet e a ascensão das redes sociais, os discursos de ódio e os atos de intolerância se tornaram mais expostos. O comodismo do anonimato e o conforto proveniente insulamento atrás de uma tela de computador, contribui para a desinibição do lado obscuro e intolerante de um ser humano carregado de preconceitos.

O discurso do ódio, pelo entendimento jurídico, é qualquer tipo de discurso, conduta, gesto, escrita ou representada, proibida por lei que pode incitar violência, ofensas ou ações contra alguém ou um grupo de pessoas. Esse ato de ódio direto como atacar um individuo ou um grupo de pessoas fisicamente, ou indiretamente, geram danos psicológicos que podem ser irreversíveis. As terríveis consequências que um preconceito provoca persistem mesmo com o passar de tantos séculos.

Para Maya Angelou, o preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o presente inacessível. Outrossim, as vítimas, principalmente crianças, ao sofrerem a agressão admitem danos que podem levar à depressão extrema, a qual a consequência é o suicídio. As denúncias contra crimes cibernéticos podem ser feitas em vários serviços como o Disque 100, o site da Safernet ou o Canal do Cidadão, do Ministério Público Federal, em suma, agressões virtuais também são crimes que precisam ser devidamente denunciados.

O desenvolvimento extremamente rápido da internet e as mudanças no comportamento social do ser humano, portanto, colaboram para a disseminação da intolerância e do discurso de ódio nas redes sociais. Os governos, a sociedade, a família deve construir campanhas e educação para as gerações atuais e as gerações futuras combaterem e não se abalarem com insultos e provocações. Pode ser eterna essa luta, pois, em qualquer lugar onde existam seres humanos com ideais diferentes e pouca tolerância, também haverá o ódio.