Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 03/10/2018

Poder nas teclas

Recentemente, a filosofa Judith Butler veio ao Brasil convidada a lançar o seu novo trabalho e mediar palestras sobre democracia.No entanto, mesmo antes da chegada, surgiram levantes,ataques e boicotes nas redes sociais referentes a outra pauta da autora: a ideologia de gênero.Tal episódio reflete o quanto parte da sociedade ainda é intolerante quando há discordâncias de opiniões partindo assim para ofensas e discursos de ódio, desconsiderando o respeito e a moral no espaço público e privado nas redes.

Sob esse viés, é valido a configuração de duas vertentes, em primeira análise deve se considerar o acometimentos referentes a colisões de pontos de vista, pois embora o debate e questionamentos sejam classificados como atos benéficos ao senso crítico e moral humana, esses estão velados ao passo que o recíproco respeito não é ascendido. Dessa forma, na internet, tida como uma ‘’terra sem leis e sem vigilância’’, a impunidade de tal forma é quase certa, ainda mais com a possibilidade de criar inúmeros perfis falsos no facebook, instagram e twitter para agredir.Esse âmbito vai de encontro a ética e princípios já antigos como o filósofo Voltaire, pois este acreditava na liberdade de expressar opiniões, crenças e costumes para a pluralidade do corpo social. De maneira análoga, o próprio caso da Judith Butler foge do pensamento e forjam a íntegra imagem de um pais desacolhedor e antipático.

Outro fator se refere ao discurso de ódio gratuito expoentes do preconceito, escárnio e deboche referentes a características físicas e comportamentais  de um indivíduo. Sendo assim, o mais comum se refere a intimidações racistas, misógenas e homofóbicas que podem ser direcionadas em uma conversa particular ou no meio público, e a falta de incentivo para denunciar junto ao descrédito na punibilidade aos autores, decorre nas vítimas acolherem e suportarem a discriminação resultando em distúrbios psicológicos de depressão e baixa autoestima. Tal demonstração é perceptível quando figuras da mídia fazem revelações inesperadas , como a jornalista Fernanda Gentil, a qual recebeu centenas de comentários de injúrias e insultos ao assumir relacionamento amoroso homossexual.

Frente a tantos dilemas, caberia ao Ministério da Justiça promover fiscalizações eficientes que apuraria quaisquer comentários alusivos à intolerância e para que sejam devidamente julgados perante ao judiciário sob penas proporcionais e justas. Ademais, o Ministério das Comunicações deve pressionar as redes sociais de grande expressão e sites para retirar mensagens preconceituosas de circulação e articular a desativação de perfis com históricos desses atos a fim de promover harmonia no ambiente e buscar o crédito e conscientização acerca da importância das denúncias nas mídias.