Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 24/10/2018
Após o fim do regime militar, período que foi marcado por repressão e censura, foi criada a Constituição Federal de 1988, a qual defendia a liberdade de expressão. Hoje, no entanto, com a globalização, as pessoas estão disseminando discursos de ódio, que ocorre devido ao anonimato das redes sociais e da formação cultural da coletividade.
Não raro, é exposto publicações ofensivas nas redes sociais. Porém, não é a atual geração que está intolerante. A verdade é que os meios de comunicação facilitaram a circulação das opiniões discriminatórias. Logo, a internet tornou-se um instrumento de propagação de inferioridade de etnia, opção sexual e nacionalidade, uma vez que há o sentimento de invisibilidade e muitas vezes concordância de outras pessoas que compartilham tais publicações e apoiam.Em virtude disso, ocorre a elevação subjetiva da crença existencial, no qual há o surgimento de superioridade perante outros grupos diferente, o que para o pensamento durkheniano é um grande erro, haja vista que as diferenças não se opõem, e sim se completam mutualmente.
Outrossim, o comportamento humano está ligado ao processo de formação histórica cultural da sociedade brasileira, tendo em vista a escravidão, o qual a relação do escravo e do senhor feudal era de submissão e dominação, política coronelista que o senhor de terras dominava o agricultor e surgimento do Brasil na relação do português com o índio. Desse modo, a relação de dominador e dominado ainda é enraizado, configurando, na atualidade, o sujeito social.
Nessa perspectiva, se faz necessário que o corpo social tenha mais empatia com o próximo, que respeitem as diferenças e que entenda que todos são iguais, sem superioridade. Ademais é importante que as prefeituras promovam nas escolas atividades que incentivem a igualdade, com palestras com pessoas de diferentes lugares e etnias, oficinas de arte com outras culturas, a fim de fazer com que a nova geração desconstrua preconceitos enraizados das sociedades anteriores.