Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 06/10/2018

O sociólogo T.H Marshall identificou que os direitos civis, sociais e políticos formam a sociedade moderna. Entretanto, o discurso de ódio e a intolerância nas redes sociais rompem com alguns desses direitos, representando um problema a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade.

É indubitável que a questão do preconceito e sua forma discriminatória estejam entre as causas do problema. O hate speech, tradução do inglês, discurso de ódio, é qualquer ato de comunicação que inferioriza uma pessoa por características, como: etnia, raça, religião, orientação sexual e nacionalidade. Atualmente, na internet, encontram-se artigos sobre variados assuntos, que beneficiam como prejudicam. Com o acesso rápido os indivíduos se sentem cada vez mais livres para produzir o hate speech e acabam propagando mensagens ofensivas, imagens e campanhas inferiorizando pessoas.

Outrossim, destaca-se o anonimato como impulsionador do discurso de ódio na internet. A Constituição Federal consagra a livre manifestação do pensamento, porém proíbe o anonimato do manifestante, assim é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato. Dessa maneira, na internet, seja em páginas eletrônicas, redes sociais ou qualquer outro meio, essa regra também vigora.

É indispensável, portanto, a adoção de medidas capazes de prevenir a intolerâncias nas redes sociais e garantir os direitos identificados pelo Marshall. Posto isso, é dever do Ministério da Educação, por meio das escolas, aumentar a carga horária dos alunos dentro da sala de aula, um plano que relacione o avanço das redes sociais com o modo de utilizá-las, evidenciando os perigos que ela traz quando utilizada de forma errada, como, por exemplo, colocar o problema da intolerância nas redes sociais nos livros didáticos, para os jovens terem mais acesso ao assunto e se tornarem pessoas mais críticas.