Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 08/10/2018

O sociólogo T.H Marshall identificou que os direitos civis, sociais e polícia formam a sociedade moderna. Entretanto, o discurso de ódio e a intolerância nas redes sociais rompem com alguns desses direitos, representando um problema a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade.

É indubitável que a questão do preconceito e a sua forma discriminatória estejam entre as causas do problema. O hate speech, tradução do inglês, discurso de ódio, é qualquer ato de comunicação que inferioriza uma pessoa por características, como: etnia, raça, religião, orientação sexual e nacionalidade. Atualmente, na internet, encontram-se artigos sobre variados assuntos, que beneficiam como também prejudicam. Com o acesso rápido, os indivíduos se sentem cada vez mais livres para produzir o hate speech e acabam propagando mensagens ofensivas, imagens e campanhas inferiorizado pessoas.

Outrossim, destaca-se o anonimato como impulsionador do discurso de ódio na internet. A Constituição Federal consagra a livre manifestação do pensamento, porém proíbe o anonimato do manifestante, assim é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato. Dessa maneira, na internet, seja em páginas eletrônicas, redes sociais ou qualquer outro meio, essa regra também vigora.

É indispensável, portanto, a adoção de medidas capazes de prevenir as intolerâncias nas redes sociais e garantir os direitos identificados pelo Marshall. Dessa forma, é imprescindível que o Poder Legislativo e o Judiciário sejam mais rígidos e atenciosos à esse problema, por meio do Marco Civil da Internet, que regula o seu uso, a fim de reduzir os crimes cometidos por trás das telas dos aparelhos eletrônicos. Além disso, é essencial que a família e os educadores repassem a importância da tolerância e respeito à diversidade em uma sociedade aos indivíduos, pois, como diria a atriz Meryl Streep, “uma das grandes virtudes do ser humano é o poder da empatia”.