Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 08/10/2018
A descoberta do vírus da AIDS no Brasil na década de 1980 e a sua associação ao público gay fez com que este passasse a ser discriminado e agredido pela sociedade, mostrando, assim os efeitos dantescos da ignorância. Atualmente, no mais, o discurso de ódio voltado para as minorias ganhou uma ferramenta rebuscada: A internet; logo o anonimato proporcionado por ela em conjunto com o preconceito fortaleceu um problema já existente.
Nesse contexto, a possibilidade de propagar o ódio em sigilo é um dos precusores dessa problemática. Em âmbito internacional, por exemplo, o grupo terrorista Estado Islâmico adquiriu, em meio virtual, expansão a ponto de recrutar soldados e arquitetar ataques em diversos países do mundo. Esclarecendo, assim, que o ódio movido contra outras religiões embasados em discursos convincentes faz com que as redes sociais, nas mão desse grupos, se torne, além de formentadoras da violência, armas de guerra.
Ademais, o preconceito contra determinadas classes é facilmente propagado no fértil campo virtual. Assim como ocorreu após a eleição da ex-presidente Dilma Roussef em 2014, em que determinados grupos, insatisfeitos com o resultado, proferiram ofensas de cunhos intelectual e socioeconômico contra os habitantes do Nordeste, os supostos culpados pela eleição da mesma, de modo a desrespeitar os princípios democráticos e desconhecer as riquezas culturais e socioeconômicas da região em questão.
Torna-se perceptível, logo, a necessidade de ações que solucionem essa problemática. Para isso, o lesgislativo deve propor leis que equiparem criminalmente ofensas em meio real e virtual, além disso o Ministério público, em conjunto com a mídia e ONGs especializadas, deve fazer campanhas e palestras nos espaços públicos e virtuais com o intuito de dialogar com a população sobre as origens históricas dos esteriótipos, quais são suas consequências sociais e como combatê-los e denunciá-los.