Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 09/10/2018

Nos romances da literatura brasileira e nos relatos de estrangeiros os brasileiros são retratados como cordiais e hospitaleiros,no entanto,na realidade,são intolerantes e preconceituosos,o que se confirma pelos discursos de ódio nas redes sociais.

Durante o período da Ditadura Militar brasileira havia a censura contra qualquer forma de manifestação da opinião,hoje,agressores confundem liberdade de expressão com discurso de ódio.Dessa maneira,muitos intolerantes utilizam de forma equivocada um princípio constitucional baseado na liberdade de expressão para propagar ideias racistas,como as postagens ofensivas contra nordestinos durante às eleições de 2018.Entretanto,o que essas pessoas não sabem ou desconsideram,é que esse direito acaba quando se  agride física ou moralmente outrem.

A posteriori,cabe pontuar que as redes sociais são o ‘’espelho da vida real’’,pois os internautas agem nas redes segundo a mesma conduta fora do mundo virtual,ou  ainda,podem se encorajar devido as telas,a atuarem de forma que não conseguem pessoalmente.Conforme os dados da Organização das Nações Unidas,a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado,e nesse mesmo cenário de agressão por diferenças raciais tem-se a jornalista Maria Júlia Coutinho,vítima de injúria racial através das redes de relacionamento.Sendo assim,pode-se afirmar que de fato as teias sociais são o ‘’espelho da sociedade’’.

Em síntese,mediante o embate exposto,cabe ao Ministério da Justiça promover discussões em canais abertos acerca dos limites da liberdade de expressão,além de postagens em meios sociais sobre o mesmo tema,com o intuito de deixar claro que o discurso de ódio feri os direitos humanos,e consequentemente,cabe julgamento judicial.Ademais,incube aos moderadores de sites de relacionamentos a exclusão automática de mensagens caracterizadas como preconceituosas.