Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 09/10/2018
Educação e ódio : os fios que os unem
No mundo pós Segunda Guerra Mundial, diversos países movidos por uma crise socioeconômica, foram comandados por regimes totalitários, inibindo o direito democrático da liberdade de expressão,através da ideia de hegemonia ideológica, implantada pelos governos, sobretudo na Alemanha, com o a ditadura nazista. Por consequência, discursos de ódio passaram a ser cada vez mais frequentes frentes às diversidades étnicas,sexuais e religiosas. Esses,movidos,nas décadas seguintes, pela globalização e os avanços tecnológicos, passaram a fazer parte do âmago de inúmeras pessoas, especialmente com o surgimento da internet,onde há a maior disseminação de informações. É necessário, portanto, que a definição igualitária de ser humano, bem como o respeito ao próximo, se consolidem, como forma de evitar a irreversibilidade da intolerância.
Diante disso,pode-se apontar como causa da intolerância a ideia da antropóloga francesa Françoise Héritier de que, essa, é gerada pela restrição da definição de ser humano a um determinado grupo e, a partir disso, considera-se o diverso como não humano e o trata com tal. Assim, junto à cultura de medo do desconhecido, na qual o indivíduo se recusa a incluir o dissemelhante na sociedade, e movidos pelo individualismo e imediatismo,a dificuldade de reconhecer o outro como humano,culmina em discursos odiosos,que são,atualmente,agravados pela presença das redes sociais.
Por conseguinte, além de, essas, no século XXI, contribuírem para o acesso ás informações qualitativas, também abrem espaço para a formação das “bolhas virtuais”. Esse termo, segundo a vigésima sétima edição da revista Guia do Estudante Atualidades, é baseado no histórico de pesquisas de determinado indivíduo e, a partir disso, informações e ideias divergentes deixam de ser mostradas, homogenizando o pensamento dele. Conforme há a ocorrência disso, o usuário passa a reafirmar suas crenças independente da veracidade das informações, contribuindo ainda mais para a proliferação dos discursos de ódio e discriminação.
Fica evidente,portanto, que a intolerância ocorre em decorrência da restrição do significado de ser humano enquanto animal racional e da falta de respeito às individualidades. Cabe aos Ministérios da Cultura e da Comunicação a promoção de palestras nas escolas, desde a infância, à respeito dos indivíduos e os fios que os unem,promovendo, assim, o reconhecimento e o respeito às diversidades sociais e ideológicas.Além disso, profissionais devem ser contratados pelo Poder Público com o objetivo de ameaçar os provedores das redes sociais caso não retirem informações que proliferem a discórdia e a inveracidade. Assim, a sociedade virtual e offline, se tornará pacífica e humana a cada dia.