Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 16/10/2018
Recentemente, a questão da intolerância nas redes sociais vem gerando discussões. Tomando como base o avanço tecnológico, as formas de comunicação “online” popularizaram-se no mundo. Com isso, nota-se o surgimento de um ambiente onde as pessoas expressam suas opiniões e não se importam com as consequências.
É inegável que, o surgimento desse novo ambiente possibilitou um intercâmbio cultural entre pessoas distintas. Assim, percebe-se a democratização dos pensamentos alheios e a verdadeira ocorrência da liberdade de expressão. Dessa maneira, constata-se que, diariamente, muitos pontos de vista são colocados nas redes sociais e muitas discussões ocorrem (um verdade embate entre os que são a favor e os que são contra um determinado assunto). Além disso, por vezes, as discussões fogem do campo comum e acabam por entrar no cometimento de crimes graves de ódio e preconceito.
De acordo com dados da ONU, em 2015, 3,2 bilhões de pessoas tinham acesso à internet no mundo. Nesse aspecto, verifica-se que a intolerância não surgiu na internet, ela é originária da “vida real” e apenas foi incorporada ao ambiente virtual. Dessa forma, percebe-se que existe um alcance potencial muito grande para as publicações intolerantes. Pois, pelo fato de existirem muitas pessoas conectadas, a probabilidade de replicação dos discursos de ódio encontra o cenário ideal de propagação.
Destarte, é necessário haver um combate efeito à intolerância nas redes sociais. Assim sendo, é imprescindível que a punição aos crimes praticados no ambiente virtual seja igual à punição praticada no cotidiano. Então, os donos das maiores redes sociais, como “Facebook” e “Twitter”, devem criar uma espécie de “botão denúncia”, pois assim qualquer usuário poderá denunciar às autoridades policiais pessoas que publicam mensagens com cunho intolerante. Desse jeito, será possível diminuir a quantidade de mensagens preconceituosas nas redes sociais e transformá-las em um ambiente mais harmônico e democrático.