Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 18/10/2018

Nos romances das literaturas brasileiras e nos relatos estrangeiros,os brasileiros são retratados como cordiais e hospitaleiros,no entanto,o que se confirma é a presença do racismo e da intolerância propagados por meio dos discursos de ódio embasados em informações de baixa qualidade.

A priori,é necessário explicitar a maneira como a rotina contemporânea afeta o modo que as pessoas interpretam fatos,além de como essa interpretação se reflete nos discursos de ódio.De acordo com o psicólogo Daniel Kahneman,o sistema cognitivo humano é dividido em dois,o primeiro responsabiliza-se por respostas rápidas e de pouca reflexão,enquanto que o segundo é mais lento e focado,sendo necessário o equilíbrio entre eles.Entretanto,a sociedade contemporânea em razão da rotina estressante,utiliza em demasia o sistema 1,o que faz com que os indivíduos optem por informações rasas e de pouco uso do senso crítico,além de se tornarem mais intolerantes,sendo assim,os discursos de ódio são fruto do consumo de informações de má qualidade e pouco senso crítico.

Conforme o Ministério Público do Trabalho,pretos e pardos enfrentam mais dificuldades na progressão da carreira,na igualdade salarial e são mais vulneráveis ao assédio moral,o que confirma o racismo no país.Diante desse fato,pode-se afirmar que os discursos preconceituosos como o ocorrido à jornalista Maria Júlia Coutinho nas redes sociais,são reflexo da mentalidade brasileira.

Em síntese,mediante o embate exposto cabe ao Ministério da Educação incluir nas escolas aulas que ensinem as crianças e aos jovens maneiras de combater os diferentes tipos de preconceitos,além de como podem consumir informações de qualidade,com o intuito de educar a população desde a infância e dessa forma,combater os discursos de ódio.Ademais,cabe aos jornalistas e psicólogos a orientação da população por meio de programas como o fantástico,acerca do consumo de boas informações e do impacto do racismo na vida das vítimas.