Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 20/10/2018
Com o advento da tecnologia por meio da Terceira Revolução Industrial no século XX, o acesso aos meios de comunicação foi significativamente ampliado. Entretanto, a democratização das redes sociais gerou o aumento de discursos de ódio e intolerância, devido a possibilidade de anonimato e a insuficiência das leis no âmbito virtual.
Inicialmente, é preciso destacar que os perfis anônimos presentes no espaço cibernético facilitam a disseminação de linguagens intolerantes. Isso ocorre porque gera uma comodidade acerca dos usuários, os quais sentem-se protegidos diante das redes sociais para propagar discursos de caráter misógino, homofóbico, racista e xenófobo. Segundo o Jornal GGN, o crescimento dos grupos virtuais radicais é evidente na conjuntura atual, situação que favorece o aumento da intolerância. Desse modo, as pessoas são cada vez mais oprimidas e desrespeitadas virtualmente.
Além disso, a negligência estatal no que tange as redes sociais dificulta a minimização da hostilidade praticada pelos usuários. O Estado não consegue cumprir com os pilares democráticos, pois cada vez mais há a difusão de ofensas e discursos de ódio, evidenciando uma sociedade com caráter retrógrado e inflexível. Dessa forma, vê-se o paradoxo entre a discriminação existente nos meios de comunicação e o direito de liberdade garantido na Constituição.
Diante dos fatos supracitados, fica evidente que o Brasil possui desafios acerca da intolerância nas redes sociais. Portanto, é necessário que a mídia informe a população sobre a forma correta de utilizar a internet, por meio de ficções engajadas que promovam a reflexão dos indivíduos diante dessa temática, a fim de gerar empatia nos cidadãos. Ademais, o Ministério da Educação deve criar palestras nas escolas que visem a mostrar aos jovens a forma consciente de usufruir dos meios comunicativos, com o intuito de minimizar a discriminação nos ambientes virtuais. Assim, será possível obter uma sociedade mais igualitária e cumprir com os pilares democráticos do país.