Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 20/10/2018
A noção antropológica de minoria não envolve quantidade, mas sim direitos e fragilidades sociais. Desse modo,no Brasil, pode ser percebida essa debilidade nos constantes casos de intolerância e discurso de ódio nas redes sociais . Nesse contexto,deve-se analisar como a desatenção governamental e a negligência social influenciam o aumento da conduta repugnante no mundo virtual. Primeiramente,a Constituição Cidadã de 1988 veda qualquer tipo de intolerância e discurso de ódio independentemente de onde é praticado. Todavia, o poder Executivo não efetiva esse direito com precisão,o que em pesquisa realizada pelo sítio virtual nova.sb Foram identificadas 393.284 menções, sendo 84% delas com abordagem negativa, de exposição do preconceito e da discriminação. Consoante Aristóteles, no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo, verifica-se que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, à medida em que a oferta não apenas de igualdade religiosa,como também a falta de políticas de inclusão de políticas de combate a abominação religiosa nas instituições educacionais, não está presente em todo o território nacional,de forma que os direitos permanecerem no papel. Sendo assim, devido a esse sistema precário, os casos de intransigência social só tendem a aumentar.
Outrossim,tornou-se comum pessoas criarem e disseminarem ideias com o intuito de denegrir determinados grupos nas redes socias, como: “ lugar de mulher é na cozinha ” ou “macumba é algo do demônio”. Nesse sentido, o distúrbio social decorre não do medo, mas da falta de informação e do preconceito com os diferentes. Então,vem-se à tona o reflexão do pensador e ativista francês Michel Foucault, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos. Desse modo, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para combater a listagem elevada dos raciocínios nefastos da sociedade quem vem sendo propagado nas redes sociais.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema .Cabe ao Ministério da Justiça e da Educação,juntamente com o Governo Federal,criarem projetos para serem desenvolvidos nas ruas das cidades os quais promovam palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas a respeito do combate a qualquer tipo de intolerância nas redes sociais,uma vez que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador,a fim de que a sociedade, conscientize-se e propicie políticas de combate a preconceitos nas instituições educacionais. Dessa maneira, será possível haver um respeito pelas diferentes opiniões e será extinto qualquer tipo de intolerância no país.