Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 21/10/2018
A música “Are you lost in the world like me?” faz alegorias por meio de sua letra e videoclipe, onde o protagonista é imune ao fascínio pelas redes sociais e observa que todos no mundo estão ignorando os cyberbullyings, violências e assédios, por estarem mais preocupados em se curvarem às telas de seus smartphones. Tal metáfora se assemelha a atualidade, tendo como principais fatores influenciadores à problemática, a falta de empatia dos indivíduos e a excessiva liberdade e isenção que a internet oferece. Em primeiro plano, os crimes cibernéticos encontram terra fértil no universo virtual. Assim, na obra “Modernidade Líquida”, em que Bauman defende que o homem pós-moderno é fortemente influenciado pelo individualismo, ajusta-se muito bem. Em consequência disso existe uma enorme falta de compreensão e egoísmo em relação a outrem, o que, atua diretamente na malignidade encontrada on-line.
Além disso, é necessário observar a questão da impunidade presente nas redes sociais. Nessa perspectiva, “A justiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”, como diz Martin Luther King, acomoda-se perfeitamente. Desse modo, têm-se o predomínio do sentimento de periculosidade e injustiça no que refere-se à intransigência na web.
Dito isso, medidas são necessárias para combater o impasse. Para que isso ocorra é necessário que haja uma simbiose entre o Ministério da Educação, mídias sociais e Escolas a fim de desenvolver projetos por campanhas, palestras e cartazes para estudantes de todas as idades, por meio de relatos e entrevistas de pessoas que foram vítimas de violências virtuais, contendo, ainda, informações de como prestar denúncias ao se deparar com crimes do tipo. Assim, fazendo com que a sociedade brasileira olhe de uma forma mais empática às diferenças, pois como diz Hannah Arednt “A pluralidade é a lei da Terra”.