Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 23/10/2018

Intolerante e/ou ignorante?

A globalização, fenômeno ocorrido notoriamente após a Terceira Revolução Industrial devido ao desenvolvimento tecnológico-informacional, proporcionou ao ser humano um leque de meios de comunicações como, por exemplo, as redes sociais. Esse meio facilitou a maior expressão de intolerantes que utilizam-no com a finalidade de disseminar discursos discriminatórios de ódio.

Os discursos podem variar desde aversão à religião, cultura e estrangeirismo até misoginia, homofobia, racismo e política. Estima-se em média, embasado na pesquisa do site Comunica que Muda, que 92,5% de todas as menções em redes sociais relacionadas aos temas tratados acima são consideradas de caráter negativo.

A ignorância em desejar que a sua posição seja padronizada e que os não praticantes da mesma estejam errados e mereçam ser punidos é extremamente ultrapassada! É esse egocentrismo abarcado de ódio que de geração em geração desde a Idade Antiga, através dos imperadores e reis com suas imposições, faz parte do nosso cotidiano e nos afasta humanamente uns dos outros.

As redes sociais, por conterem caráter particular, já carregam consigo um ideia de exposição de pensamentos. Porém, antes de apresentar esses pensamentos, é necessário ter discernimento para não haver falta de respeito com o próximo e não ferir os direitos humanos dos que nos acompanham virtualmente.

Portanto, usufruir de meios sociais para discriminar ou afetar socialmente algum indivíduo é, também, considerado crime e deve ser denunciado através dos respectivos órgãos destinados à este encargo. Palestras de conscientização, dinâmicas de interação social e difusão do assunto são importantes para todas as idades com a finalidade de que esse público saiba não só se posicionar e respeitar a opinião alheia, mas também denunciar essas determinadas situações de intolerância!