Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 28/10/2018
Adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1946, a declaração universal dos direitos humanos visa garantir a base do respeito à dignidade humana. Todavia, os frequentes discursos de ódio nas redes sociais representam um entrave para a concretização de tais preceitos no Brasil contemporâneo. Isso se evidencia, não só pela sensação de impunidade no espaço digital, como também pela disseminação instantânea de conteúdos danosos à coesão e ao equilíbrio social.
Primeiramente, no auge da Guerra Fria, surgiu a internet que no início tinha como função aprimorar o departamento de defesa dos Estados Unidos, mas décadas depois esta incrível ferramenta foi se aperfeiçoando e fazendo com que a comunicação entre todos que a utilizam ficasse rápida e fácil. Mas também, além de benefícios, a internet trouxe consigo diversas ameaças, dentre elas, a de expor vídeos e fotos íntimas e de aumentar o número de casos relativos ao preconceito.
Em segundo lugar, parafraseando o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “As redes sociais são uma armadilha”, Bauman deixa explícito que se faz necessária cautela, quando se trata de um vasto universo onde não se conhece quase nada.
Cabe, portando às corporativas responsáveis pelas redes sociais, por meio da elaboração de mecanismos de denúncias fiscalizar os conteúdos postados, além de contratar funcionários para monitorar postagens irregulares e retirá-las de circulação. A partir disso, as vítimas teriam um sistema rápido e eficiente para recorrerem em um primeiro momento. Por fim, compete à mídia por meio da divulgação de campanhas socioeducativas na TV, com fito de alertar a população quanto à reprodução de imagens e textos associados ao discurso de ódio e, com isso reduzir a sua disseminação. Talvez, assim, sob a óptica da teoria de Hannah Arendt, perfaça-se uma nação livre das mazelas da intolerância.