Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 30/10/2018

O documentário “Para sempre puro”, relata uma difícil temporada de um time de futebol israelense, devido as contratações de dois atletas muçulmanos, que sofreram com histerias, xingamentos e discriminação por parte dos torcedores. Da mesma forma, no Brasil, ainda há relatos de discursos de ódio na sociedade. O advento das redes sociais, somado à cultura histórica de intolerância, contribuem para essa problemática no país.

Certamente, a internet e a relação entre seus usuários dão maior notoriedade para a questão. Assim, o indivíduo se encontra tanto em um ambiente permeado pela diferença, quanto em um espaço onde sua fala ou atitude terão grande abrangência e influência, possibilitando uma catalização de sua ação violenta para com o outro. Segundo o filósofo Blaise Pascal, “O coração têm razões que a própria razão desconhece”, entende-se, então, a necessidade da razão e da compreensão, em detrimento dos impulsos emocionais, embora pareçam acertados em um primeiro momento.

Além disso, o fato da sociedade brasileira ter seus alicerces e formação moldados historicamente pela intolerância corrobora para a situação. Haja vista a atuação do patriarcalismo, do conservadorismo e do fundamentalismo religioso desde os tempos coloniais. Por isso, essa herança de nossas raízes gera discursos de ódio em várias áreas, seja na esfera política, religiosa, étnica ou em debates sobre gênero e misogenia.

Destarte, é necessária medidas a fim de combater esse tipo de violência e mudar os rumos da história da sociedade brasileira. Cabe ao governo federal a criação de delegacias especializadas em ocorrências de crime de ódio na internet e a elaboração de projetos de lei para de combater a impunidade nas redes sociais. Aliado a isso, as escolas devem promover campanhas através de cartilhas e palestras, com o intuito da maior conscientização das crianças e jovens. Assim, começaremos a traçar um caminho de tolerância e respeito ás diferenças.