Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 02/11/2018

O avanço tecnológio pelo qual o mundo passou no século vinte e um trouxe, além de avanços nas áreas da medicina e da engenharia, avanços no compartilhamento de ideias, informações e da opinião das pessoas. Além disso, nos dias de hoje, as redes sociais permitiram um grande alcance das informações e interação entre as pessoas, mesmo não sendo pessoalmente. Tal suporte, entretanto, amplificou preconceitos já existentes no dia a dia. Logo, é necessário que haja a diferenciação do mundo virtual do “mundo real”, além de desmontar o anonimato gerado pelas redes sociais.

A criação das redes sociais ampliou os locais de discussão e debate abrindo, também, janelas para discursos de ódio e falas preconceituosas. Segundo dados da ONG Safernet, entre os anos de 2010 e 2013, o aumento do número de denúncias contra páginas que divulgaram conteúdos racistas, misóginos, homofóbicos, xenofóbicos, entre outros, teve um aumento percentual de 200%. Isso demonstra que o uso da internet para disseminar ódio é crescente. Outrossim, a intolerância ao diferente, visto também nas páginas das redes, não é autal, tem raízes profundas, como os anos do nazismo, escravidão e darwinismo social - aplicação da Lei de Darwin à população -, por exemplo. O que reflete que o preconceito não surgiu a partir da internet, apenas se manifestou de forma ampla.

Ademais, em épocas de eleição, os discursos de ódio vindo dos dois lados, direita e esquerda, foram vistos no Brasil este ano. O fato de redes sociais, como o Facebook e Twiter trazerem certo anonimato contribuem para essa situação. Tais informações, muitas vezes, são infundadas ou adulteradas criando as “fake news” - instrumento muito usado nas campanhas a fim de promover a imagem de um candidato e denegrir a de outro, ferindo, inclusive, a democracia.

No Brasil, é visível que a intolerância e o discurso de ódio estão no dia a dia das pessoas, principalmente na internet e em um país no qual sua população é significativa e tem acesso amplo a ela é necessário que haja um controle do que se pode falar nas redes sociais. Logo, cabe ao Ministério da Educação, por meio de planejamentode ações, agir nas escolas de ensino básico visando. Tal iniciativa, contará com palestras de profissionais da área de história, gramática e computção, com o intuito de ensinar às pessoas e diminuir os ídices de preconceito e hostilidade. De mesmo modo, cabe aos desenvolvedores das redes sociais realizarem um controle dos comentários que contiverem algum tipo de intolerância, através de filtros nos sites. Esse controle deve ser feito diretamente nas redes, com o foco de barrar comentários abusivos e desrespeitosos. Sendo assim, a comunicação entre as pessoas na internet se tornará melhor, além da diminuição dos dircursos de ódio e das intolerâncias.