Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 02/11/2018

Nova temporada de “Caça às Bruxas”

Com o fim da segunda Guerra Mundial após a derrota do nazismo, pode-se compreender melhor a motivação ao discurso de ódio. Surge ao mesmo tempo, a preocupação de conter novos pensamentos semelhantes e o computador que no século XXI se tornaria a maior ferramenta de disseminação de intolerância. Desse modo, as redes sociais facilitaram a replicação e disseminação de informações com isso, se tornaram um meio de transmitir os impropérios gerando uma grave problemática social, que incentiva a discriminação, racismo, violência, ataques físicos e comportamentos inaceitáveis como o movimento de “caça às bruxas” praticados no século XV.

É importante pontuar, a princípio, que as redes sociais são uma grande ferramenta moderna, mas, muitas vezes são usadas para promover manifestações de ódio. Desse modo, ela se transformar em uma grande arma apontada para todo corpo social que ao ser disparada pode ferir fisicamente, contudo seu maior dano é na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, que garante a liberdade de todos os grupos sociais. Essa nova forma de interação onde o exercício da empatia fica prejudicado pode gerar grandes barbáries sociais.

Ademais, o maior problema são os efeitos da selvageria praticados na rede que tem seus desdobramentos nas ruas. Um exemplo triste, é um caso ocorrido nos EUA onde o “cyberbullying” nas escolas, contra adolescentes homossexuais levou a vários jovens cometer suicídio. O discurso de ódio é contrário a democracia, pois ele busca silenciar as minorias suprimindo os debates sociais, ou seja, silenciar suas vítimas e não permitir a liberdade de expressão sendo imposição de sujeitos que por algum motivo se consideram superior, tal barbárie sempre existiu em nossa sociedade como a escravidão dos negros, o fascismo, a castração química de homossexuais e os neo-nazi. As redes sociais são uma ferramenta que está sendo utilizada para ampliar o discurso e não é a geradora.

Destarte, para que os bárbaros não utilizem as redes sociais para ampliar seus discursos é preciso, que o Ministério público e as grandes empresas de comunicação social se unam para desenvolver tecnologias capazes de identificar manifestações de ódio, impedir seu compartilhamento e que os dados possam ser usados para condenação e prisão de autores de tal discurso. A ferramenta deve ser criada por especialistas em tecnologia e direito civis, de modo que ao mesmo tempo que combatem a intolerância não limite a liberdade de expressão. Ademais, a participação popular é imprescindível, de modo a não compartilhar conteúdo impróprio, fiscalizar e denunciar preconceitos e intolerâncias nas redes sociais.