Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 21/02/2019

Na mitologia grega, sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Contudo, toda vez que sísifo atingia o topo da montanha, era vencido pelo cansaço e a pedra voltava a base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à realidade, centenas de brasileiros tem se encontrado em meio ao desafio de ter que vencer o ódio disseminado através da internet, porém, não tem a força necessária. Destarte, é incontrovertível a necessidade de alterações nos âmbitos sociais e governamentais para solução desse imbróglio.

Inicialmente, pode-se entender o fator social como um dos principais motivadores do ódio online. De acordo com o pensamento do sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina de personalidades. Nesse sentido, é notável que houve falhas na educação dos propagadores de ódio cibernético, pois se uma pessoa é criada corretamente, ou seja, se foi-lhe ensinado seus direitos e deveres como cidadão, ela não propagará aversão na internet.

Além disso, nota-se também que o governo e as mídias corroboram para permanência do problema. A lei nº 13.185 diz que o bulliyng cibernético também é crime, todavia as mídias e o governo não anunciam que quando uma vítima se deparar com uma situação desagradável online, ela tem a quem recorrer. Desta  forma, o bulliyng na internet se perpetua, pois sem denúncias, não há punição aos que disseminam inimizade online, e eles continuarão o fazendo.

Portanto, urge tomar iniciativas no âmbito educacional e governamental para resolução desse problema. É considerado plausível que o Ministério da Educação, juntamente com psicólogos, organizem palestras dissertando sobre ‘os males que a disseminação de ódio cibernético pode trazer e como denúncia-los’, para serem ministradas em escolas públicas e privadas para pais e alunos. E assim, diferente de Sísifo, o Brasil conseguirá vencer os seus desafios.