Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 26/02/2019
A Terceira Revolução Industrial deslocou o espaço geográfico, segundo o geógrafo Milton Santos, para o chamado meio técnico-científico-informacional, na qual a integração tecnológica e rapidez nas trocas de informações condicionam uma maior adesão dos meios digitais de comunicação pela sociedade. Entretanto, a maior facilidade de agregação entre os usuários nem sempre é benéfica, como se pode observar nos casos de intolerância e de discurso de ódio realizados por meio da internet.
Visto que as redes sociais não possuem critérios de seleção rígidos para averiguar se as informações fornecidas são verídicas, muitas pessoas acreditam estarem invisíveis no âmbito virtual. Dessa forma, muitas delas se aproveitam da sensação de anonimato e utilizam a internet para propagar discurso de ódio. Como foi o caso ocorrido em 2016 com a Titi, filha dos atores Bruno Gagliasso e Giovanan Ewbank, que sofreu ataques racistas de perfis falsos em uma foto publicada no Instagram.
Além disso, segundo o ativista Nelson Mandela, “Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”. Assim, as redes sociais são apenas uma ferramenta para a propagação da intolerância que foi previamente ensinada a essas pessoas, sendo portanto, dever da sociedade garantir a formação de cidadãos que não disseminem discursos de ódio. Uma vez que, criando-se indivíduos que não compactuem com tais discursos, eles não serão reproduzidos na internet.
Dessa forma, faz-se necessária a criação, por meio do Poder Legislativo, de uma lei que proíba e puna o uso de perfis falsos pelos usuários que a usem para propagar discursos de ódio na esfera virtual, a fim de que se diminua os casos de intolerância nos meios de comunicação virtual, já que a possibilidade de tê-los proporciona uma falsa liberdade aos indivíduos na esfera digital. Aliado a isso, o Ministério dos Direitos Humanos deve ensinar, por meio da internet, a importância do respeito ao próxima para a formação de indivíduos mais tolerantes.