Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 18/03/2019
Atualmente, vivemos em uma sociedade que está fortemente atrelada à era digital e, consequentemente, às redes sociais. Entretanto, o que era para ser um espaço de interação, socialização entre as pessoas e, também, educativo tornou-se um espaço virtual ao discurso do ódio devido à heterogeneidade de pensamentos e intolerância. Por trás desse discurso de ódio são disseminados a segregação racial, a xenofobia, discriminação das minorias, brigas políticas, além de promoverem efeitos como depressão, baixa estima e suicídios.
Qualquer comentário na internet multiplica-se rapidamente e adquiri grande repercussão. A sensação de segurança e impunidade por parte de seus usuários, excedendo os limites de integridade humana, fazem com que as informações ganhem proporções devastadores, afetando milhares de pessoas. Segundo Umberto Eco, “as redes sociais deram voz aos imbecis”, tornando esse ambiente virtual, muitas vezes, um local hostil.
Na tentativa de buscar um equilibro entre a liberdade de expressão, mantendo o respeito ao próximo, grupos de inteligência vêm atuando nesse ambiente virtual. A polícia possui diversos sistemas de monitoramento. Dentre eles, destaca-se o sistema “Ômega”, capaz de mapear e identificar indivíduos que planejam e comentem crimes utilizando informações das redes sociais. Grupos terroristas que disseminam ódios coletivos são grandes alvos desse sistema, e a polícia tem interceptado e evitado grandes tragédias.
Dessa forma, tão importante quanto orientar as pessoas que esse tipo de comportamento é intolerável, seria investir em sistemas de rastreamento para que se acompanhe a evolução natural da arquitetura da web. Além disso, deve-se ter um processo penal ágil e que garanta o cumprimento da lei, punindo exemplarmente os infratores. Dessa forma, se coibirá o pensamento de que os crimes cibernéticos compensam.