Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 12/03/2019

O discurso de ódio pelo entendimento jurídico é qualquer tipo de expressão conduta, gesto, escrito ou representado, proibido por lei que pode incitar a violência, ofensas ou ações contra alguém ou um grupo de pessoas. Diante disso, podemos observar um aumento exponencial da cultura de ódio e da intolerância no contexto cibernético. Desse modo, cabe salientar que o poder do discurso é algo de extrema importância para a evolução do corpo social desde à antiga Grécia com os Sofistas. Entretanto, as manifestações alimentadas pela cultura do ódio ferem o que denominamos democracia, pois não buscam diálogos, mas o silêncio das minorias. Destarte, a internet tornou-se o ambiente propício para oprimir o “diferente” e disseminar ideais intolerantes, pelo motivo de ser permeável e para além disso oferecer a possibilidade do anonimato para os opressores. Por consequência, os cidadãos que confundem liberdade de expressão com liberdade de opressão levam seus alvos, aqueles considerados distintos da grande massa, como por exemplo, homossexuais, negros, nordestinos, dentre outros, a desencadear problemas psicológicos que causam desde a depressão até o suicídio. Assim, cabe afirmar que Mário Sérgio Cortela está correto ao dizer: “Minha liberdade não acaba quando começa a do outro, ela acaba quando acaba a do outro.” Dessa forma, as diferenças não devem provocar o ódio, mas sim a interação social nos campos reais e virtuais. Logo, somos levados a acreditar que, os brasileiros não são tão cordiais como demonstra a literatura nacional, quando tratamos do “mundo virtual” essas pessoas ultrapassam os limites da liberdade. Portanto, devemos usar a própria internet para erradicar a cultura do ódioe da intolerância cibernética. Para que isso seja possível cabe à mídia orientar e influenciar a população, através de comerciais, denunciar os denominados “Haters”, assim o espaço para a disseminação de discursos preconceituosos será menor. Nessa perspectiva, o Ministério da Saúde poderia efetuar a contratação de psicólogos e assistentes sociais para que possam acompanhar os cidadãos que foram afetados pelos discursos de ódio, com a finalidade de evitar danos maiores, tais como o suicídio. À vista disso, os brasileiros se tornarão menos agressivos nas redes sociais.