Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 15/03/2019

A opressão simbólica da qual trata o sociólogo Pierre Bordieu não consiste somente na violência física,mas,sobretudo no desrespeito que atenta contra a dignidade humana.De maneira análoga, o preconceito de parte significativa da população e à falta de multas mais severas são problemas que contribui para o crescimento de discurso de ódio nas redes sociais.Dessa forma,o conceito sociológico se enquadra nessa conjuntura.

Em primeira análise, é válido ressaltar que a discriminação em relação aos negros,homossexuais,mulheres e religiões,por exemplo,tornou-se mais evidente no mundo virtual.Nesse contexto,a equidade é assegurada pela Carta Magna de 1998.No entanto na realidade esse direito é disturbado, principalmente, nas redes sociais, ambiente em que as pessoas têm a leve sensação de que podem disseminar o ódio.Por isso, muitos indivíduos são alvos de calúnia, difamação e injúrias,como a jornalista Maju Coutinho,vítima de racismo por diversos cibernético.

Em segunda análise, infere-se que a falta de fiscalização e multas mais rígidas são inegáveis.Nesse prisma,na Alemanha já existe uma lei, que gera multas a sites ou redes sociais, se não removerem manifestações que incentivam a intolerância. Nesse sentido, é importante que no Brasil também tenha leis mais específicas como essa, pois é preciso que haja uma maior vigilância seguida de punição aos responsáveis, a fim de desencorajar a violência simbólica,conforme Michel Foucault elucida na sua obra: Vigiar e Punir.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas que possam atenuar este cenário que contrapõe os Direitos Humanos. Para isso, é função da escola realizar palestras para crianças e jovens sobre a importância de aceitar as diferenças, mostrando como atitudes preconceituosas nas redes sociais são nocivas para o convívio harmonioso, por meio de profissionais da área-sociólogos e psicólogos-, a fim de minimizar tais práticas e formar cidadãos mais conscientes. Dessa maneira, a violência simbólica  não será tão presente nas redes sociais.