Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 17/03/2019

“O ser humano não teria alcançado a intolerância e discurso de ódio nas redes sociais se, repetidas vezes, não tivesse a confortável sensação de anonimato”. Com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que o anonimato mas também, posteriormente, a quebra de paradigmas é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de não utilizar o anonimato para não deixar a intolerância e discurso de ódio crescerem na própria sociedade do país.

Primeiramente, o dever de acolher as vítimas de intolerância e discurso de ódio nas redes sociais, além de ajudá-las a realizar as denúncias em segurança, de modo que elas sejam capazes de superar a intolerância e discurso de ódio nas redes sociais sem passar por traumas psicológicos e psiquiátricos, está assegurado não só pelos Direitos Humanos como também pela Constituição do Brasil, ou seja, a partir do momento em que há um grande número de vítimas desamparadas sem alternativas de realizar as denúncias em sigilo, os pilares de uma república são deixados de lado, abrindo oportunidades para que a sociedade se torne, cada vez mais, excludente.

Paradoxalmente, o ser humano, que é considerado como um ser racional dos demais seres vivos, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que ele se preocupa em respeitar, tolerar e apresentar um discurso de simpatia, mesmo que seja apenas para a família, deixa a desejar no que se refere apresentar o verdadeiro respeito, tolerância mas também discurso de simpatia, tendo em vista que, segundo o Ministério Público Federal, o Brasil apresenta inúmeras denúncias de intolerância e discurso de ódio.

A intolerância e discurso de ódio nas redes sociais, portanto, devem ser combatidos com a iniciativa do Ministério da Educação em parceria com as escolas municipais, psicólogo e psiquiatra de realizarem a implementação de projetos psicopedagógicos, por meio de palestras, além da propagação de folhetins relacionados ao assunto, para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade dos brasileiros em relação às postagens de mensagens em redes sociais, as quais transmitem diretamente ou indiretamente alusões negativas a respeito de alguém, sendo que aqueles projetos seriam reimplementados anualmente, de modo que os tornem uma prática cotidiana nas escolas brasileiras.