Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 17/03/2019

O mau uso das redes sociais

Os benefícios trazidos pela internet são inegáveis, entretanto, a vida em rede permitiu a disseminação em grande escala de pensamentos, antes latentes, de cunho pejorativo e discriminatório contra minorias. Dito isso, é inegável a incapacidade do ser humano de conviver com as diferenças, bem como o mau uso da internet, que é pautado no anonimato permitido pelas redes sociais.

Em primeiro lugar, deve-se apontar a principal causa da intolerância. Historicamente a humanidade experienciou genocídios como o holocausto na Segunda Guerra Mundial e a Inquisição na Idade Média, logo, é evidente que a intolerância faz parte da natureza humana e é baseada na inaptidão do homem de conviver com os mais diversos tipos de diferenças, como as de cunho social, religioso e cultural.

Ademais, o preconceito ganha força através do anonimato permitido nas plataformas sociais. Embora a internet tenha encurtado as distâncias físicas e facilitado a comunicação, deu margem para que a covardia e o ódio do ser humano sejam evidenciados por meio da possibilidade de assumir identidades falsas na rede, e assim, baseados na liberdade de expressão os sentimentos mais latentes são externados, culminando em postagens racistas, homofóbicas e misóginas, por exemplo.

Saber, pois, que a intolerância é baseada em fatores intrínsecos ao homem e que a manipulação da identidade é possível nas redes sociais, faz-se necessária a intervenção gradativa no âmbito educacional por meio do Ministério da Educação, reforçando a discussão sobre o tema em sala de aula, visando mitigar estes comportamentos nas gerações futuras, bem como investir a curto prazo no desenvolvimento de algoritmos por meio de universidades ou empresas privadas, a fim de identificar postagens de cunho pejorativo na internet e automaticamente denunciar o emissores por crimes cibernéticos. Desse modo, a intolerância pode ser contida e o bom uso da internet, mantido.