Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 17/03/2019

Representação da realidade

A internet foi criada nos Estados Unidos em 1969, em plena Guerra Fria, a fim de interligar laboratórios de pesquisa. Hodiernamente, apesar de esta ferramenta proporcionar muitos benefícios para a humanidade, é utilizada para hostilizar e oprimir minorias, além de ser meio de práticas de “cyberbullying”.

Em primeiro lugar, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman caracterizava a atualidade como uma “modernidade líquida”, a qual, similarmente à mercadorias, os relacionamentos interpessoais são efêmeros. Dessa forma, o ser humano é desumanizado. Somado a isso, as redes sociais proporcionam a sensação de liberdade, o que faz a pessoa se sentir no direito de expressar suas intolerâncias sem ser punida por isso.

Em segundo lugar, apesar de a internet possibilitar o anonimato, ela é uma representação da realidade e, consequentemente, os discursos de ódio e preconceito no “mundo virtual” afetam o mundo físico, podendo ofender e causar danos psicológicos a pessoa que é direcionado o comentário, como depressão e fobias sociais. Assim, a liberdade de expressão da pessoa acaba quando esta prejudica a existência do outro.

É necessário, portanto, que a intolerância seja combatida similarmente aos crimes concretos. Ademais, o Marco Civil deve ser amplamente difundido e respeitado entre os “internautas”, para que o convívio entre eles seja saudável. Outrossim, o movimento “Humaniza Redes” deve ser compartilhado pela própria internet. Dessa maneira, as vítimas serão conscientizadas da existência de canais de denúncia do Governo Federal, voltado para casos de violações dos Direitos Humanos no ambiente “online”.