Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 25/03/2019

As redes sociais foram projetadas para aproximar pessoas. Entretanto, a intolerância pode tornar este canal democrático em um lugar de violência verbal e difusão de ódio.

O primeiro problema é que muito se apoiam no anonimato do mundo virtual para difundir discriminação e violência. Sobram nas redes sociais, casos de agressões cometidas por anônimos por conta de características, sejam elas físicas, raciais, ideológicas, etc. Por exemplo, após a vitória do Partido dos Trabalhadores nas eleições presidenciais de 2014 muitas foram os xingamentos cometidos contra os eleitores deste partido, classificando-os como esfaimados e incapazes mentalmente. Ao que parece estar por trás de uma tela causa sensação de segurança para dizer o que não se deve e defender o indefensável.

Há também uma grande confusão sobre à liberdade de expressão. Embora seja um direito classificado como fundamental recebendo, inclusive, proteção pela Constituição Federal de 1988, de modo algum ele é absoluto, não podendo ser invocado para justificar quaisquer agressões feitas de forma fortuita. É natural que não se goste de algum artista ou não se compactue com certos gostos ou comportamentos mas agredir e denegrir são ações inaceitáveis e devem ser tratadas com os dispositivos que a lei dispõem.

Diante de tudo o que foi dito é preciso reconhecer que a liberdade de expressão é um bem inestimável para o convívio e o aperfeiçoamento da sociedade. Entretanto é necessário que o Estado garanta este direito promovendo ações de conscientização sobre boas práticas de convivência nas redes sociais, por meio da Secretaria Especial de Comunicação Social,  e, além disso, através do Ministério da Justiça e da Polícia Federal investigando e responsabilizando os agressores pelo comportamento leviano apresentado.