Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 05/06/2019

A popularização de redes sociais como “Facebook” e “Twitter” no Brasil aumenta cada dia mais. Entretanto, ainda que essas redes possam ser usadas para o bem comum, uma parcela do usuários as utilizam como uma ferramenta para a intolerância e o discurso de ódio. Esses indivíduos são um reflexo de uma sociedade preconceituosa e sem qualquer instrução para agir nos meios virtuais. Nesse sentido, convém analisar as motivações para tais posturas nefastas em nossa sociedade.                           Primeiramente, é válido ressaltar que a intolerância presente nas redes sociais não é vista somente lá. Dia após dia, casos de homofobia e racismo estão nas manchetes de jornais e essas manifestações de preconceito também chegam à internet, fazendo com que, inclusive, famosos sejam atingidos. Um dos grandes exemplos é o caso envolvendo a filha dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. Apenas por ser negra, a pequena era constantemente hostilizada por seguidores do casal. Segundo Sérgio Buarque de Holanda em sua obra “Raízes do Brasil”, os brasileiros são dominados pelo coração, fazendo com que aparentem uma certa cordialidade, ao mesmo tempo que escondem seus preconceitos. Esse conceito se adapta ao uso das redes, já que sob o “anonimato” muitos brasileiros revelam sua faceta violenta e autoritária.

Ademais, uma arma para que os atos de intolerância e o discurso de ódio cessassem seria a educação, porém, são inúmeras as escolas do país que sequer têm aulas de informática por omissão governamental. É fato que crianças e adolescentes, desde a mais tenra idade, já têm acesso à computadores e celulares com internet, mas não são instruídos em como se comportar no mundo virtual ou pararem de acreditar na falácia de que o anonimato nesse ambiente existe. Consoante ao filósofo Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele”, logo, o surgimento de uma nova geração capaz de transformar a internet em um lugar menos hostil, se dará quando as instituições de ensino, finalmente, terem em sua grade uma matéria ligada ao tema.

Portante, medidas concretas devem ser tomadas para o fim definitivo da problemática. Para o fim dos atos de intolerância e a melhor educação da juventude, urge que deputados e senadores façam com que a educação tecnológica seja matéria obrigatória nas escolas, por meio de leí. Assim, o futuro da nação será melhor.