Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 04/07/2019
REDES SOCIAIS DIVIDIDAS. E NÃO SÓ ENTRE ESQUERDA E DIREITA
O Brasil viveu nas últimas eleições do ano 2018 uma enorme proporção de discursos de ódio e ruptura de relações interpessoais por conta de preferências políticas ou partidárias. Tal proporção ganhou força por conta das redes sociais onde é possível que todos publiquem e recebam conteúdos informativos de forma bem rápida. Diante disso, é importante que se entenda quem são os responsáveis por esses discursos e seus limites para que as consequentes divergências sejam diminuídas.
Desde a eleição ocorrida em 2014 até a última de 2018, o número de denúncias de discurso de ódio dobrou segundo levantamento da ONG SaferNet. Isso porque o país teve em seu segundo turno candidatos com partidos e propostas que se divergiam não só em questões econômicas e financeiras, mas também em questões sociais.
Por consequência, enquanto um eleitor utilizava as propostas como referências para defender um ponto de vista a seu favor em sua página pessoal de relacionamentos, outros as utilizavam para contra-atacarem a opinião desse eleitor gerando não só discurso de ódio como também o desrespeito da defesa de opiniões. O resultado era uma liberdade de expressão prejudicada na própria página pessoal ao mesmo tempo que surgiam falsas difamações e as falsas notícias conhecidas por fake news.
Dessa forma, é importante nós brasileiros como seres humanos e como eleitores reconheçamos nossos limites como usuário da internet; ao referenciarmos alguma notícia, certificarmos se provém de fontes confiáveis; antes de realizarmos uma crítica a publicações outros usuários, certificar se não será de caráter ofensivo ou se as publicações possuem o mesmo tipo de caráter. Além disso, é importante que nós reconheçamos as leis existentes nacionalmente contra más publicações para que possamos utilizá-las a nosso favor, como também é de suma importância que autoridades governamentais apresentem punições àqueles que as descumprirem.