Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 30/07/2019

Com a Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Informacional, houve uma larga expansão das relações interpessoais entre os indivíduos. Posto em análise a problemática e as questões que a envolvem, é notório que, com a facilitação da comunicação entre as pessoas, advinda das redes sociais, tornou-se possível e ampla a dissipação de discursos ofensivos e carregados de intolerância. Além disso, a não evolução do pensamento de alguns indivíduos sobre as questões de preconceito, torna a prática de disseminação de ideias preconceituosas algo natural e enraizado na sociedade.

É indubitável que a evolução dos meios de comunicação e da internet, trouxe consigo o aumento das práticas e ideias de intolerância. Nesse contexto, é importante enfatizar que os culpados para o desenvolvimento e evolução dessa problemática, não são as redes sociais, mas sim quem faz uso delas, os próprios indivíduos. É válido salientar que, as práticas de discriminação e os discursos de ódio somente se ampliaram das relações sociais cotidianas, para o ambiente cibernético.

Além disso, é apropriado evidenciar que, segundo Maquiavel, os preconceitos têm mais raízes do que os próprios princípios dos homens. Dessa forma, torna-se, muita das vezes, mais natural a prática da intolerância e a dissipação de ideias preconceituosas, por parte de algumas pessoas, e mais complexo a modificação de seus pré-conceitos e pensamento acerca dessa temática.

Portanto, é evidente a prática da intolerância e a disseminação de discursos de ódio nas relações sociais do cotidiano e no ambiente da internet. Logo, vê-se necessário que o Legislativo elabore um projeto de leis para o ambiente da internet, que objetivam a punição financeira daqueles que cometem crimes de intolerância nas redes sociais. Além disso, o Governo pode criar campanhas que incentivem a denúncia das vítimas que sofrem com crimes cibernéticos de preconceito ou discursos de ódio.