Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 27/07/2019
Ele não está de volta
O filme ‘‘Ele está de volta’’, da Netflix, narra como as ideias de Adolf Hittler se espalharam pela internet, de forma viral, como piada. Tal obra reflete sobre um problema da era digital: o compartilhamento de discurso de ódio nas redes sociais. Nesse contexto, é válido analisar como o mau uso da liberdade de expressão e o anonimato contribuem para a problemática.
A priori, é preciso destacar que muitos usuários utilizam a liberdade de expressão como justificativa para seus comentários intolerantes. Entretanto, segundo a constituição brasileira, a liberdade de expressão só é válida se não ferir a honra do outro, caso fira, essa será classificada como crime contra a honra. Dessa maneira, é crime fazer qualquer tipo de comentário preconceituoso na internet e esses devem ser denunciados.
Ademais, o anonimato é utilizado como ferramenta pelos que praticam o discurso de ódio na internet. Prova disso, foi o caso da jornalista Maria Júlia Coutinho, que em 2015, foi atacada em suas redes sociais com comentários racistas, em que, a grande maioria dos perfis acusados eram falsos. Desse modo, muitos crimes de intolerância internet ficam sem solução por ser difícil identificar sua origem.
Torna-se evidente, portanto, que a disseminação de comentários ofensivos na internet precisa acabar. Nesse aspecto, cabe aos meios midiáticos cumprir seu papel de informar, por meio de comerciais exibidos na internet, televisão e rádio sobre os limites da liberdade de expressão, além de informar sobre a importância de denunciar esses crimes, para que, o máximo de pessoas se conscientizem acerca do tema. Assim, pode-se vislumbrar um futuro em que o discurso de ódio só faça parte da ficção do filme da Netflix, de modo que as ideias intolerantes de Adolf Hittler jamais estejam de volta.