Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 16/08/2019

Com o avanço das tecnologias informacionais e a ampla promoção das redes sociais, aconteceu conjuntamente a difusão da intolerância para o ambiente online. Logo, sabendo que formas de preconceito como homofobia, misoginia, racismo e etc são ampliados por meio da internet e afetam diretamente o bem estar social dos indivíduos. Faz-se necessário tratar esse comportamento destrutivo como agressão. Sendo então, necessário discutir formas de combater o discurso de ódio tanto no mundo real quanto virtual, para que o problema seja realmente solucionado.

Em primeira análise, é importante apresentar como as relações sociais são alteradas por causa de atos difamatórios e preconceituosos. No ano de 2015, em Paris, França, ocorreu o ataque ao jornal “Charlie Hebdo”, que tinha como motivação retaliar charges que expressavam intolerância religiosa que estavam sendo vinculadas no jornal. De forma que põe em pauta o círculo vicioso que o discurso de ódio pode gerar. Portanto, é necessário criticismo para compreender que os dois lados terminaram ao final do conflito ambos errados e se anterior ao ocorrido existissem meios de inibir o primeiro ato, de certo todo, o efeito em cadeia seria cancelado.

Entretanto, por outro lado, existem pessoas que defendem que não deve ter limites na hora de se expressar, e está exatamente nesse ponto o problema, dado que a constituição defende esse limite, porém, ele não é claro. Segundo o filósofo contratualista Thomas Hobbes, toda relação humana, quando passa a ser regida por um estado, parte do pressuposto que os indivíduos não terão mais liberdades ilimitadas para que, assim, não se estabeleça o caos. Consequentemente, aplicando a teoria ao problema em questão, é exatamente nesse ponto que se estabelece a barreira do direito individual, pois, a liberdade de expressão não pode ferir a existência do outro, visto que esta está assegurada pela constituição.

Logo, sabendo que a intolerância pelas redes sociais é um problema, é mister que o estado tome frente em mudar o quadro atual. Sendo necessário que a polícia civil, com o Ministério da Cidadania, que são responsáveis por manter a ordem e os direitos individuais, combatam o discurso de ódio em todas as suas formas, (principalmente o online que tem crescido mais por conta da falsa ideia de anonimato). Por intermédio de investimentos em um disque denúncia especializado e divulgando o mesmo em propagandas televisivas, com a finalidade de tornar facilitado a colaboração do agredido o que fará, também, o agressor sentir-se inibido de promover novos atos discriminatórios. Para que, assim, a teoria de Hobbes seja aplicada, na prática, e o direito dos indivíduos seja respeitado.