Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 30/08/2019

Com a Globalização no século XX, houve o desenvolvimento da internet, meio que revolucionou todas as atividades humanas, devido à praticidade e facilidade proporcionadas a elas. Todavia, nota-se que no Brasil contemporâneo, o ambiente digital é usado para difundir discursos de ódio, mediante redes sociais. Tal fato advém, sobretudo, da falta de empatia e do difícil rastreamento nesse âmbito.

Em primeiro plano, é perceptível que a dificuldade para localizar autores de postagens ofensivas auxilia na continuidade delas. Essa conjuntura decorre do anonimato, proporcionado pelas redes sociais, uma vez que dá invisibilidade ao criminoso, consequentemente conforme o site O Globo dificulta o rastreamento dele. Dessa forma, em função disso, forma-se um sentimento de impunidade, o qual dá segurança para a prática de ofensas virtuais.

Ademais, segundo a teoria sociológica de Bauman, a pós-modernidade é marcada pelo individualismo e carência de solidadriedade. Sob esse viés, evidencia-se essa lógica no que tange a população brasileira, posto que boa parte dela é hostil nas mídias sociais, isso é visto, por exemplo, no instagram, ferramenta usada por internautas para a difusão de atos racistas, bem como homofóbicos. Destarte, em virtude dessa inaceitável situação, há a distorção da ideia de liberdade de expressão na internet.

Urge, portanto, a criação de ações que combatam o impasse brasileiro. Sob essa ótica, o órgão público responsável pela solução de crimes cibernéticos de impedir a continuidade do discurso de ódio digital, por meio da contratação de especialistas na área da computação e dispositivos que auxiliem no rastreamento dos autores, a fim de que não haja impunidade nesse meio. Outrossim, é mister que a mídia diminua as ofensas nas redes sociais, mediante publicidades, assim como novelas relativas à importância do respeito e empatia. Para que, assim, a internet não seja lembrada como difusora de ódio, mas sim de praticidade.