Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 01/09/2019
Desde priscas eras, a intolerância no Brasil tem tomado um considerável espaço na sociedade, indo desde a intolerância religiosa até a intolerância racial. Movida por uma sociedade revoltada com a instável política brasileira somada com a falta de investimentos em educação e projetos que busquem o desenvolvimento do caráter humano, a intolerância, ao chegar nas redes sociais, encontrou uma larga oportunidade para se expandir e afetar mais pessoas, o que deve ser firmemente combatido e repelido.
As redes sociais são uma forma muito eficiente de difundir ideias e opiniões, entende-se que ela apenas expande a manifestação de opiniões que já são expostas na vida cotidiana, mas que, com as redes sociais, tornaram-se mais difundidas. Tendo em mente essa função da internet, além de opiniões corriqueiras, também propaga-se discursos de ódio e intolerância que foram e são responsáveis, inclusive, por suicídios, assassinatos e rebeliões, como o caso do massacre de Suzano que foi motivado por fóruns neonazistas.
Entretanto, por ser uma excelente e funcional forma de espalhar ideias, a internet necessita de uma fiscalização mais rígida. No geral, ela é uma ótima ferramenta que permite a liberdade de expressão, e isso torna-se ainda mais evidente ao observar a “deep web”, que é um local da internet que é de pouco acesso e que não tem nenhum tipo de fiscalização, o que a torna um local propício para ideias de cunho racista, homofóbico, xenofóbico ou até mesmo pedofilia e estupro. Um dos fóruns que permite a liberdade de fala é o “Dogolachan”, que foi responsável inclusive por motivar os massacres de Suzano e Realengo. Mesmo com a “deep web” sendo um local de fácil alargamento de intolerância, ela representa apenas um pequeno percentual dos discursos de ódio encontrados na internet. As redes sociais rotineiras como “Facebook” e “Twitter” são as redes que mais se dedicaram a combater esse tipo de comentário por meio da fiscalização, pois são as redes mais utilizadas no mundo e, portanto, não há como ter uma fiscalização imediata de todos os usuários sem que outros denunciem.
As redes sociais são um palco de debates e manifestações de opiniões, porém elas são muito extensas e necessitam de fiscalização para evitar a alta dos discursos de ódio e a intolerância. Para conter o avanço de comentários indesejáveis que não respeitam os direitos humanos, as redes sociais devem, por meio de um acordo, se unir com o intuito de combater comentários de cunho intolerantes através de uma equipe formada por fiscais que gerenciam as denúncias feitas pelos usuários. O governo federal também deve se mobilizar contra esses comentários, ele deve, por meio dos principais veículos de mídia, incentivar a denúncia de falas intolerantes por meio do “Canal do Cidadão do Ministério Público Federal”. Dessa forma, as medidas devem amenizar a propagação desses impasses.