Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 09/09/2019

A sociedade pode corromper, de inúmeras maneiras, um indivíduo. Essa ideia originou-se a partir da percepção de Rousseau, que defendia o “bom selvagem”. A teoria desse importante filósofo comprova-se ao observar o aumento do discurso de ódio presentes nas redes sociais, principalmente no Brasil. Tal prática é um malefício para os cidadãos, resultado da má interpretação do conceito de liberdade de expressão e, também, da insuficiência da fiscalização na internet.

Nesse contexto, muitos casos de intolerância virtual têm como explicação o direito da liberdade de expressão de cada indivíduo. Entretanto, esse motivo é um tanto equivocado, visto que esse direito tem valor apenas se não afetar os direitos de outro cidadão, o que ocorre nos discursos de ódio presentes na internet. Muitos desses discursos têm como vítima grupos religiosos que não são tão comuns no país, como o candomblé, por exemplo. Assim, os direitos civis desse grupo são violados ao não ser respeitada a escolha religiosa das pessoas.

Ademais, outro fator que impulsiona a intolerância nas redes sociais é a falta de fiscalização dessas. Com a opção de anonimato, os usuários podem fazer comentários e publicações sem terem sua identidade revelada, o que causa a falta de medo dos internautas. Além disso, com o surgimento de cada vez mais redes de comunicação, a fiscalização torna-se precária, já que os equipamentos e os profissionais necessários demandam muitos custos.

Diante disso, para que haja a diminuição  do discurso de ódio na internet, o Governo Federal deveria, com o apoio de empresas especializadas em tecnologia, investir em fiscalizações constantes na área virtual, a fim de que as punições sejam devidamente aplicadas. Deveria, também, auxiliado pelo Ministério da Educação, promover palestras públicas em escolas e lugares de fácil acesso que visem explicar os limites da liberdade de expressão e a importância do respeito, para que, assim, todos os cidadãos saibam a diferença entre seus direitos e a prática da intolerância.