Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 10/09/2019
A importância da internet, desde 1969, é inquestionável. As melhorias adquiridas pelas sociedades são diversas, contudo, trouxe consigo reflexos dos problemas sociais como impasses para um uso pacífico. Dentre as contradições, a facilidade do crime sem ser descoberto, juntamente do fato de estar em grupo é confortável; e os preconceitos enraizados na sociedade são os que mais dificultam a amenização do empecilho.
Nesse contexto, como já dizia Freud em “A psicologia das massas e a análise do Eu”, o ser humano torna-se outro quando realiza as atividades em grupo. Tal fator faz com que a população crie coragem para difamar outro alguém por estar entre pessoas que compartilham do mesmo discurso de ódio. Além disso, outra condição que agrava a situação é a simples acessibilidade ao anonimato, assim, facilitando que o agressor possa atingir pontual ou extensamente diversos cidadãos. Tal atitude pode desencadear em desenvolvimento de problemas psicológicos, como a depressão, visto que, na internet, o Brasil tem como terceira maior prática a ameaça.
Outrossim, a herança cultural que o povo brasileiro carrega desde a colonização, como o a intolerância a raças que não a branca e religião, além do cristianismo, também não fica de fora para transformar o ambiente social tecnológico em uma concentração de crimes. O conhecido como “hate speech”, ou seja, discurso do ódio, tem como fundamento a inferiorização de outros por suas características próprias, tendo de exemplo a orientação sexual, nacionalidade, crença e raça. Pelo fato de o acesso ser extremamente rápido e acessível, os indivíduos sentem-se ainda mais inspirados em propagar as ofensas, que não são barradas, já que a criminalização não é cumprida, assim como a fiscalização.
Em vista disso, medidas são necessárias para atenuar o impasse. Dessa forma, a mídia, com auxílio da Ancine e as redes sociais, deve incentivar a população a produzir conteúdos positivos em relação aos assuntos, com isso, favorecendo a filosofia de Freud, visto que, estando em mais pessoas para ir contra os ofensores, a coragem de lutar fica maior. Além disso, deve estabelecer, por meio do Poder Legislativo, uma criminalização mais severa, com cooperação de investigação em login anônimo. Sendo assim, o feitiço vira contra o feiticeiro, utilizando um recurso de insulto para o bem. Ademais, o Ministério da Educação deve favorecer aulas de sociologia que demonstrem os malefícios encarados por conta de todos os preconceitos existentes, além de apresentar como a sociedade foi alterada com os anos; além de estabelecer o consentimento sobre até em que momento ainda se é liberdade de expressão.