Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 10/09/2019

A dispersão do ódio na internet.

Não se pode negar que com o avanço da globalização, as redes sociais e a internet ficaram quase indispensáveis na vida dos brasileiros, porém, ao se somar com a frágil mentalidade da geração e o preconceito que vem sendo cultivado há centenas de anos, esse avanço acaba sendo uma regressão. Nos últimos anos, esses canais de comunicação digital estão sendo usados para a difusão de ódio e violência. O que pode ser relacionado ao infeliz avanço do extremismo, do preconceito e da violência, que se deve à falta de fiscalização e à cultura do narcisismo instaurada na sociedade, já que pessoas ficam presas em bolhas de si mesmo e, muitas vezes, procurando a autoafirmação e reprime quem seja diferente.

Segundo a Academia Nacional de Ciências dos EUA, usuários estão buscando visões que reforcem suas opiniões, em vez de aproveitar a diversidade das redes sociais, estabelecendo reflexão e aprendizado. Sendo assim, a necessidade de se ver quando olha para o outro fica mais presente na sociedade, as diferenças são negadas e por isso, viram vítimas de ataques de ódio. Seja por pessoas comuns ou robôs programados, a violência não deixa de existir.

Como já dizia o pensador Freud em seu livro de 1921 “Psicologia Das Massas e a Análise do Eu”, a mentalidade das pessoas muda quando elas se veem fazendo parte de um grupo, onde há a anestesia da razão. Ou seja, a população que não está infectada por uma superdose de si mesma, quando se encontra com um grupo narcisista, acaba dividindo da mesma crença. Todavia ao rebater fatos que não concorda, o indivíduo pode mudar pensamentos errôneos e quebrar essa hegemonia de formas de agir e pensar preconceituosas e violentas.

Sendo assim, para mudar essa realidade é preciso que o Governo Federal criminalize atos de ódio digital e que capacite o Ministério Público para combater essa violência, o que leva o assediador digital a refletir antes de cometer o ato e enfatiza a luta para o fim dessa prática. Além disso, que a mídia junto com a secretaria da educação concientize a sociedade sobre a importância da difusão de mensagens de ódio, preconceito e racismo, a fim de mudar opiniões, limpar ciclo das pessoas de atos de ódio e, desta forma, mudar a forma de pensar de cada vez mais pessoas, usando o pensamentos de Freud de hegemonia de pensamentos para atingir o respeito nos meios de comunicação digital.