Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 11/09/2019

A medicina define pandemia como " uma doença amplamente disseminada." Em vista disso, percebe-se que a intolerância e discurso de ódio nas redes sociais tem se comportado como uma autêntica pandemia, que contamina e prejudica a vida de milhares de indivíduos. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse problema.

Nesse contexto, segundo o filósofo  Frederick Angel " O ser humano é influenciado pelo tempo e horizonte em que vive." Nesse âmbito, nota-se que  a inflexibilidade e declaração de ódio nas mídias sociais   tem influenciado a sociedade de forma negativa. A exemplo disso,  de acordo com estudo da ONG Safernet, nos últimos anos aumentou  o número de denúncias contra páginas que divulgaram conteúdos racistas, misóginos, homofóbicos,  entre outras formas de discriminação contra minorias em geral. Dessa forma, faz-se urgente a formulação de uma ação para combater esse hábito.

Outrossim, consoante o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, concordante levantamento do projeto Comunica que Muda, entre abril e junho, um algoritmo vasculhou plataformas como Facebook, Twitter e Instagram atrás de mensagens e textos sobre temas sensíveis, como racismo e homofobia. Ademais,  foram identificadas 393.284 menções, sendo 84% delas com abordagem negativa, de exposição do preconceito e da discriminação. Logo, tal comportamento contribui com a proliferação desse mal.

Portanto, medidas são cruciais para superar essa realidade. Em primeiro plano, as empresas de tecnologia da informação poderiam ser incentivadas pelo governo a criarem programas para detectar mais rápido o caso de violência virtual, podendo, portanto, trabalharem juntas com o país. Em segundo plano, o ministério da educação poderia investir em campanhas usando todas as mídias, com o apoio de pessoas influenciadoras de opinião e de empresas famosas de roupas e alimentos, para educar e conscientizar a população sobre a importância de respeitar as pessoas e as suas diferenças. Uma mudança é necessária, posteriormente, é preciso um início para combater essa pandemia.